domingo, 28 de outubro de 2012

ARTE + COTIDIANO - Edição número 7

As experiências sensoriais da arte podem se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano. Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história? Através da série de artigos ARTE + COTIDIANO propomos um exercício de percepção, de sensibilidade... de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte! A seguir, o Número 7 !

PIEDADE!!!
A vida, a fotografia e arte em sincronia.


Uma das formas de apresentação (ou, linguagens...) da fotografia contemporânea (veja: UMA DAS...) é a fotografia legalizada como arte e que pode inspirar-se em obras de arte, onde as situações aparecem e podem ser ajustadas para fazer referência às obras conhecidas.

Um fotógrafo que utilizou esta linguagem é Samuel Aranda (1979 - ), de Santa Coloma de Gramanet (Barcelona - Espanha).
Com uma fotografia sua que retratou uma mulher confortando um parente ferido durante os protestos contra o presidente do Iêmen em 2011 (abaixo), publicada no jornal The New York Times, Aranda ganhou o premio “Photo of the Year” pela World Press, em 2011.


A estreita semelhança, tanto visual quanto conceitual com a escultura de Michelangelo, Pietá, impressiona!


Pietá – Michelangelo Buonarotti – 1498-1499 – Basílica de São Pedro – Vaticano.
 

Fonte do tema: Conferência sobre fotografia com Michel Poivert – “A fotografia contemporânea – uma corrente artística ou cultural?” – Florianópolis, Teatro Álvares de Carvalho, 27 de outubro de 2012.

Por: Profa. Arq. Maria Pilar Arantes
Centro de Artes e Design

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

ARTE + COTIDIANO - Edição número 6

As experiências sensoriais da arte podem se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano. Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história? Através da série de artigos ARTE + COTIDIANO propomos um exercício de percepção, de sensibilidade... de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte! A seguir, o Número 6 !


Wodiczko e as mulheres de Tijuana


Krzysztof Wodiczko é um artista que faz arte para ser experimentada e vista nas ruas.

Nasceu em 1943, na recém ocupada Polônia pelos soviéticos durante a 2ª Guerra Mundial. Hoje a Polônia é um país independente. Com certeza isso contribuiu para o desenvolvimento de seu senso crítico em relação ao poder e ao abuso.

Krzysztof Wodiczko produz principalmente vídeo projeções em fachadas e monumentos, combinando arte e tecnologia. Desta forma, o artista quer recuperar as ruas da cidade como locais de discussão e debate acalorado – suas projeções duram 1 ou 2 dias.  As temáticas deste artista incluem destacar comunidades sociais marginalizadas e dar legitimidade a questões culturais que muitas vezes são alvo de pouca atenção do design, sociedade e do governo.

Abaixo a projeção do rosto de mulheres que contam, em tempo real, com toda carga de emoção, suas experiências sofridas de vida e trabalho. Mulheres trabalhadoras de uma fábrica em Tijuana.
Através de câmeras apoiadas e voltadas para o rosto das mulheres, imagens eram projetadas em tempo real na cúpula do “Centro Cultural de Tijuana”.

 
 
“The Tijuana Projection," 2001 - Krzysztof Wodiczko
Public projection at the Centro Cultural de Tijuana, Mexico (as part of In-Site 2000)
O artista explica:
“Tijuana. É uma fronteira não apenas entre o México e os Estados Unidos, mas também entre Tijuana e do resto do México, para muitas pessoas que vêm de províncias pobres como Chiapas para tentar avançar a sua vida, movendo para o norte. Eles atravessam a fronteira antes que eles atinjam Tijuana. Essa é a fronteira entre a aldeia feudal e trabalho na fábrica maquiladora como membros de um novo tipo de proletariado industrial. Eles dizem que é se deslocar de um inferno antigo para um novo inferno. Para muitos deles, isso é uma vantagem. Talvez não há nada pior do que ficar no mesmo inferno toda a sua vida longa.”
“Durante a projeção, você podia sentir o tipo de eletricidade e dor entre aqueles que vieram para testemunhar isso. A posição da imagem foi muito especial. Em pé na frente do prédio, vimos o rosto sobre as nossas cabeças falando para nós (como se fôssemos crianças pequenas, pessoas pequenas olhando figuras de autoridade), mas também falar com o resto do mundo. Além disso, o discurso foi direcionado para a multidão, para a fronteira, à San Diego ... na direção dos Estados Unidos”
 
 
 
“Essas mulheres muito jovens trabalham (a esmagadora maioria são mulheres jovens) de maneiras que nem sequer imaginamos. A sua situação é incomparavelmente pior do que qualquer coisa que eu tentei compreender antes. Mas parece-me estar a trabalhar com pessoas que conseguem sobreviver e se curar até o ponto onde eles podem tirar proveito dos meus projetos para fazer outro salto para se reconectar com a sociedade”
Para refletir:
Você conhece quais são as minorias sofridas e exploradas da sua região/ comunidade? Como estas minorias têm procurado comunicar suas dificuldades (ou estão quietas?)? Como a arte poderia denunciar os abusos ou a ignonímia com que estas comunidades estão vivendo? E você...se importa?
 
 
 
Por : Profa. Arq. Maria Pilar Arantes - CENTRO DE ARTES E DESIGN
 
 

sábado, 11 de agosto de 2012

ARTE + COTIDIANO : Edição número 5 !

As experiências sensoriais da arte podem se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano. Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história?
Através da série de artigos ARTE + COTIDIANO propomos um exercício de percepção, de sensibilidade... de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte! A seguir, o Número 5 !

O ESPECTADOR DENTRO DA FICÇÃO
Entre os diversos trabalhos que a artista brasileira Regina Silveira tem realizado ao longo dos anos, estão as projeções noturnas sobre cidades como São Paulo, Bogotá (Colômbia) e Lahore (Paquistão). Algumas dessas projeções percorrem as ruas, movimentam-se num percurso que provoca diálogo entre as imagens e os locais pelos quais elas andam.
Na obra Transit, por exemplo, a imagem de um inseto gigante foi vista sobre os prédios da capital paulista. As pessoas que por ali passaram, sentiram a surpresa e a estranheza causada pela visão daquele ser colossal movendo-se pelas paredes, provocando a sensação das imagens vistas em sonhos ou em filmes de ficção.

Regina Silveira. Transit. 2001


 
Na obra Passeio Selvagem, pegadas diversas deslocam-se sobre prédios e ruas. Regina Silveira explica que:
Este trabalho em animação digital deveria mostrar-se como uma espécie de fantasmagoria da luz, onde pegadas super-dimensionadas se sucedessem inexplicavelmente sobre aquelas fachadas, indicando animais ausentes ou invisíveis. Com um padrão de pegadas mais aberto, aparecendo e desaparecendo em sucessão, Passeio Selvagem se mostra como fragmento ou “janela” de uma narrativa maior, em que esta “bicharada” desce das fachadas e dos interiores arquitetônicos, para agora passear pelos muros da cidade e povoar magicamente o espaço urbano (SILVEIRA, 2009)”.
Regina Silveira. Passeio Selvagem. 2009.


Talvez se possa dizer que Regina Silveira elabora fábulas e histórias de ficção urbana, provocando surpresas no cotidiano. Aqueles que têm o privilégio de passar por suas projeções podem sentir-se por alguns instantes como dentro da cena de um filme: segundos de uma aventura naquela que seria apenas mais uma noite rotineira.

REFERÊNCIAS:
              SILVEIRA, Regina. Passeio selvagem. 2009.           reginasilveira.uol.com.br

Profa. Msc. Aletea C. H. Mattes
Coordenadora do Centro de Artes e Design

domingo, 22 de julho de 2012

ARTE + COTIDIANO: Edição número 4

As experiências sensoriais da arte podem se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano. Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história?
Através da série de artigos ARTE + COTIDIANO propomos um exercício de percepção, de sensibilidade... de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte!A seguir, o Número 4 !


O SEU OLHAR ESTÁ ATENTO???

Ao nosso redor estão todas as informações que precisamos para ter a tão sonhada "criatividade". Sem informações preliminares, por mais singelas que sejam, não há desdobramentos para novas informações. É a partir da observação da história e do presente que nos lançamos para o futuro.
Os designers de interiores, decoradores, arquitetos precisam aguçar seu olhar para outras esferas do conhecimento, a fim de que o CONCEITO de seus projetos seja cada vez melhor embasado e, como sempre desejado, CRIATIVO!
Esta edição do ARTE + COTIDIANO traz esta reportagem do jornal Folha de SP de 22 de julho de 2012, onde se faz uma pequena abordagem sobre a trajetória do automóvel GOL.
Como um designer de interiores, decorador ou arquiteto pode tirar proveito deste conhecimento? Observe! Observe linhas, proporções, detalhes, e faça uma relação com os objetos e elementos que definem o seu próprio trabalho. Pergunte-se o quanto aquele produto (automóve, no caso) interfere ou reflete o gosto do consumidor. Será que móveis e outros objetos da casa, ou linhas arquitetônicas também estão acompanhando as características daquele produto?
Em nosso entorno estão as informações. Cabe a nós decifrá-las e transformá-las!


Por: Profa. Arq. Maria Pilar Arantes
CENTRO DE ARTES E DESIGN

domingo, 1 de julho de 2012

ARTE + COTIDIANO : Edição número 3

As experiências sensoriais da arte podem se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano.Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história?
Através da série de artigos ARTE + COTIDIANO propomos um exercício de percepção, de sensibilidade... de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte!
A seguir, o Número 3 !

Quem está naquela cabine?


              Entre os diversos trabalhos do artista francês Ernest Pignon-Ernest está a série Les cabines. Nesta série o artista faz intervenções em mais de 400 cabines telefônicas. Nas paredes transparentes das cabines são fixados adesivos de desenhos produzidos em tamanho real; são desenhos de pessoas anônimas vistas no cotidiano de qualquer cidade. Com a luz do dia, as imagens se mesclam entre a paisagem e as pessoas que por ali passam. O efeito visual pretendido pelo artista acontece à noite, quando a arquitetura e os transeuntes são escondidos pela escuridão, e a luz das cabines ilumina e destaca os personagens de Ernest Pignon-Ernest.
 
                   Cabine 1, da série Les cabines, 1997          Cabine 2, da série Les Cabines, 1997.

Visualizados sob uma luz fantasmagórica, esses personagens se mesclam ao mundo real e podem ser confundidos com pessoas. Em entrevista para a revista francesa Art Absolument, o artista esclarece que:
“Meu trabalho é capturar um pedaço do real (tempo e espaço) no qual eu insiro um elemento de ficção. Na maioria das vezes, é uma imagem que irá trabalhar o real tanto plasticamente (tornando o local um espaço estético), como no seu simbolismo e na sua memória (revelando, revivendo, exacerbando, provocando seu potencial sugestivo...)."
Uma cabine telefônica é um local contraditório, onde um indivíduo entra para se isolar do exterior, ao mesmo tempo em que deseja se comunicar com alguém que está lá fora; na cabine de paredes transparentes o indivíduo está protegido, mas completamente exposto. Os seres colocados pelo artista nas cabines evidenciam essa situação ambígua, pois apresentam algumas das contradições da vida contemporânea: estão simultaneamente em situação de abrigo e desconforto, proteção e confinamento, isolamento e exposição, sono e insônia.
Você já se sentiu assim? Então a arte de Ernest Pignon-Ernest também fala com você!
Referência:
PIGNON-ERNEST,Ernest.Paroles d'artistes. In: Art absolument, nº17, 2006.
www.pignon-ernest.com

Por:
Profa. Ms. Aletea Hoffmeister Mattes
Coordenadora do Centro de Artes e Design

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Curso de Decoração de Interiores Presencial - MATRÍCULAS ABERTAS

Matrículas abertas para o curso presencial de DECORAÇÃO DE INTERIORES.
Acesse o site do Centro de Artes e Design - www.artesedesign.com.br e saiba mais informações.
Para receber a ficha de matrícula, escreva para cursos@artesedesign.com.br

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Poltrona MOLE - Sergio Rodrigues

Foto: Sergio e sua MOLE

Sergio Rodrigues nasceu em 1927, e provavelmente herdou do pai, Roberto Rodrigues, a irreverência e inovação. Seu pai era pintor e muito conhecido por sempre “criticar os críticos” abertamente, trazendo à tona, no início do século, a submissão do Brasil aos modelos europeus.
Sergio Rodrigues nos legou em suas obras a originalidade brasileira! Buscou não apenas materiais tipicamente nacionais, mas também o jeito informal do brasileiro. A sua mais famosa criação, a Poltrona MOLE, revela exatamente isto.
Sergio Rodrigues formou-se em 1952 em Arquitetura na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mas dedicou grande parte da sua vida profissional ao design do móvel. E foi muito empreendedor.
Sergio tinha plena consciência da importância do design de interiores para a vida do homem. É sua uma das mais célebres frases: “ a arquitetura em que o planejamento do espaço interno é estudado adequadamente, não é arquitetura, é escultura”.
Sergio Rodrigues mobiliou muitas edificações públicas na época da criação de Brasília, inclusive casas de ministros e parlamentares.
 
A Poltrona MOLE, surgiu em 1957, por encomenda de um sofá feita pelo fotógrafo Otto Stupakoff, que pediu: “Sérgio, bola aí um sofá esparramado, como se fosse de sultão, para o canto do meu estúdio”. A poltrona, que foi a versão de 1 lugar do sofá com o mesmo design, não podia ser de outro jeito, não é mesmo? Ficou “a cara” do pedido.
A Poltrona MOLE explicita a característica absolutamente fundamental da produção de Sérgio: seu entusiasmo em pesquisar e encontrar soluções que satisfaçam as demandas funcionais, estéticas e psicológicas do consumidor. Trata-se de desenvolver produto confortáveis para o corpo e a alma.
A inovação da Poltrona MOLE consistia na revelação de uma identidade brasileira, por isso Sergio burlou os padrões reinantes na época que eram móveis delgados e elegantes tipo “pés-palito”. A MOLE respondia com grossura e robustez do jacarandá brasileiro, torneado em forma de fuso e com encaixes manuais. Possui percintas reguláveis em couro natural e almofadões executados em atanado fino, que permitem ao usuário moldar o corpo anatomicamente ao sentar. O trançado na estrutura das percintas em couro, remete às redes nordestinas
O nome MOLE, vem de Molenga, como os operários costumavam tratá-la na fábrica.
A Poltrona MOLE é o que chamamos uma típica “peça de design”, têrmo utilizado para se referir a objetos que ficaram consagrados na história do design, por suas características únicas em relação à estética, por seu arrojamento em relação aos hábitos da época e por sua identidade forte.
Apesar do nome, Sergio diz que “não foi nada mole projetar a MOLE”.

Fonte: Cals, Soraia. Sergio Rodrigues. Rio de Janeiro: S.Cals, 2000.

Por:  Profa. Arq. Maria Pilar Arantes
CENTRO DE ARTES E DESIGN

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Prazer, sou Luís XV

Não, não sou o rei, sou a POLTRONA LUÍS XV !!!

Figuras acima: poltronas Luís XV

Atualmente inúmeros móveis e objetos de linhas clássicas tem recebido o título de “estilo Luís XV”, mas nem todos são! Se você trabalha com design de mobiliário ou decoração, cuidado com o uso de termos errados!
A poltrona em questão foi criada no início do século XVIII para compor a decoração dos palácios do rei francês Luís XV.
Ela se diferencia das poltronas anteriores especialmente pelas inovações em conforto (observe nas imagens):
- assento largo, para não amarrotar as vestimentas da época;
- encosto levemente reclinado;
- e a grande novidade: braços estofados, proporcionando um apoio macio.

 
Além das características citadas, sua estética também é marcante:
- excesso de linhas curvas e detalhadas em seus contornos;
- estrutura dourada;
- pernas baixas e arqueadas;
- estofamento forrado com tapeçaria ricamente trabalhada.

Figuras acima: poltronas em estilo Luís XV


A poltrona Luís XV é uma das peças de mobiliário mais reproduzidas ao longo da história. Atualmente ela está presente na decoração, tanto em ambientes de estilo clássico, como em ambientes ecléticos. Com aprimoramentos ergonômicos, ela pode manter seu visual clássico ou aparecer “repaginada” com cores, tecidos e materiais atuais.

Profa. Ms. Aletea Hoffmeister Mattes
Coordenadora do Centro de Artes e Design

quinta-feira, 31 de maio de 2012

UNIVALI - Mercado e Tendências no Design de Interiores

Apresentação realizada pela professora Maria Pilar Arantes, diretora do CENTRO DE ARTES E DESIGN no evento acadêmico da UNIVALI Ilha, em 30 de maio de 2012, para alunos do curso de Design de Interiores.

Quem quiser debater o assunto, ou precisar de mais explicações sobre esta apresentação, poderá postar seu comentário aqui, ou encaminhar email para a professora em:  pilar@artesedesign.com.br .





















terça-feira, 29 de maio de 2012

Mercado e Tendências no Design de Interiores - Mesa Redonda - UNIVALI

PARTICIPE. ENTRADA FRANCA!
Dia 30 de maio, 19:00 horas - Univali Ilha - Rod. SC 401 - Bussiness Decor - Florianópolis - SC


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Banheiro ecológico que não utiliza água - Peepoo

 
 
Um banheiro ecológico foi apresentado no Fórum Mundial da Água, realizado em março na França, como uma das dezenas de soluções fáceis e inovadoras que podem mudar a vida de milhares de pessoas que ainda sofrem com a falta de água potável e ...de sistema sanitário.

 Batizado de Peepoo, o banheiro, que não precisa de água, foi desenhado pelo arquiteto sueco Anders Wilhemson. O Peepoo é composto de um pequeno assento plástico e de uma sacola plástica biodegradável que contém em seu interior grânulos de ureia, um produto que decompõe a matéria fecal e a urina e as transforma em nutrientes.
Uma vez utilizado, o dispositivo pode ser transformado em uma fonte de adubo, o que também ajuda a aliviar a crescente pressão sobre a água na agricultura, provocada pelo galopante aumento da população mundial.

 A bolsa biodegradável, que custa cerca de três centavos de dólar, já transformou, ao meno em alguns aspectos, a vida diária dos habitantes de Kibela, um bairro da periferia da cidade Nairóbi, no Quênia, que a utilizam há um ano.
Antes os habitantes desta favela faziam suas necessidades em qualquer lugar, entre os arbustos, perto dos casebres.
Neste bairro, as bolsas utilizadas são recolhidas em grandes sacolas e utilizadas depois como fertilizantes para a agricultura. Por cada bolsa que serve de fertilizante, a família recebe um centavo. Agora já nã há mais cheiro ruim e os riscos de epidemia de diarreia caíram.

 O dispositivo será testado também no Haiti, devastado em 2010 por um terremoto.

 (Fonte: Jornal do Encanador - no. 154/ abril 2012)

http://www.peepoople.com/

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ARTE + COTIDIANO

As experiências sensoriais da arte podem se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano.
Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história?
Propomos aqui um exercício de percepção, de sensibilidade... de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte!
A seguir, o Número 2 !


CHRISTO e JEANNE CLAUDE

O movimento para dentro da cidade é contínuo na arte, tanto que, na atualidade, muitos artistas têm a urbanidade intrínseca a seus projetos.

O casal de artistas Javacheff Christo e Jeanne-Claude há décadas realizam  intervenções urbanas que são resultado da elaboração de uma longa série de “empacotamentos” de monumentos, construções e espaços de passagem.

Através dos trabalhos do casal podemos compreender que a cidade permite uma aventura na imaginação! Com a presença inesperada de novos elementos com cores que se destacam do cenário em que são colocados, os trabalhos podem provocar entusiasmo ou desaprovação, mas, de qualquer forma, trazem algo de inusitado à paisagem cotidiana.

Quantas pessoas já haviam baixado o olhar para ver os semicírculos e as bordas angulosas que dão sequência aos vãos da Pont Neuf, em Paris, “embrulhada” durante 14 dias pelos artistas e seus colaboradores em 1985? Curiosamente, ao ser coberta, a arquitetura foge da aparência cotidiana, e suas formas são reveladas


Christo e Jeanne-Claude. The Pont Neuf Wrapped, 1975-85.


O empacotamento de um prédio é algo tão surreal que chama a atenção dos passantes, mesmo  lhes sendo um local imensamente familiar; foi o que aconteceu em Berlim em 1995, quando o prédio do Reichstag foi “escondido”.

Os milhares de habitantes que circularam a obra já haviam elevado os olhos e apreciado seu contorno simétrico? E quantos já teriam percebido o volume dos adornos, projetado para fora das paredes?

Nesses e em outros projetos em que atuam sobre o cotidiano com propostas engajadas na escala da cidade, Christo e Jeanne-Claude não apenas dão destaque a ele, mas criam um reforço estético de efeito impactante, explicitando o convite para que o público olhe para o lugar onde vive, experienciando uma poética incomum.

Christo e Jeanne-Claude. Wrapped Reichstag, 1971-95.

E nós? Temos exercitado um olhar poético pelos locais nos quais andamos?
Aletea Hoffmeister Mattes
Mestre em Teoria e História da Arte
Professora de Design de Interiores
CENTRO DE ARTES E DESIGN

sexta-feira, 30 de março de 2012

O Pogrom judaico de março de 1881 na Rússia

Pesquisando sobre Marc Chagall (1887-1985), um artista judeu russo (rotulado ora como pintor da metafísica, ora como surreal), de família pobre, nascido em Vitebsk, encontrei esta pintura do artista russo Vasily Surikov - "Manhã de execução... em Streltsy", que retrata o "Pogrom" de março de 1881 - um massacre aos judeus russos. O pogrom era um massacre violento a pessoas com destruição de seu ambiente.
Coisas parecidas ocorreram nas Américas ocasionadas pelos espanhóis e ingleses, na China, na África....uma triste realidade do desejo humano pelo poder e da intolerância com outros pensamentos.
A partir deste ponto de vista de uma Rússia envolta em guerras e do amor de Chagall pela sua fé judaica, podemos começar a entender um pouco mais as suas obras...
Vasily Surikov - "Manhã de execução em 1881 em Streltsy"

quinta-feira, 29 de março de 2012

Design de Interiores - materiais para revestimento e criação

NOVO CURSO EaD DO CENTRO DE ARTES E DESIGN

Acesse nosso site e veja os conteúdos! Matrículas abertas. Totalmente à distância.

segunda-feira, 19 de março de 2012

ARTE + COTIDIANO

As experiências sensoriais da arte podem-se entrelaçar a qualquer momento com os instantâneos de nosso cotidiano.

Cor, forma, aroma,  música, movimento...sensações. Experiências sinestésicas que permeiam nossa existência e aguçam nossa mente quando nos lembram de algo já visto ou com que nos deparamos num momento presente. “Isto me lembra algo”...Quem nunca falou isto?
Como podemos relacionar as artes visuais com as experiências do cotidiano? Quais são os elementos marcantes nas expressões artísticas da música e artes visuais que podem ser percebidas nos eventos diários ou na história?
Propomos aqui um exercício de percepção, de sensibilidade...de arte! Estimular o pensamento por conceito. Trabalhar a mente para fazer analogias. Ampliar sua criatividade. Em tudo enxergar a arte!

A seguir, o Número 1 !

VAN GOGH + JOGADORES DE RUGBI

Os comedores de batatas - Vincente Van Gogh - 1885

Jogadores de rugbi em Dublin - Folha de São Paulo, 14/02/2012

 
Estava folheando o jornal Folha de SP, de 14/02/2012 quando me deparei com a fantástica fotografia de uma equipe de jogadores de rugbi da cidade Dublin. Quase uma pintura...vários homens enlamaçados, numa noite provavelmente de chuva, disputavam algo...há fome pela vitória...há tensão em seus rostos...não é hora de rir. A penumbra acompanha a cena, dando a dramaticidade necessária para perceber toda complexidade das emoções dos jovens jogadores.
Imediatamente lembro-me de Van Gogh e sua obra “Os comedores de batatas” (1885). Nesta obra da fase inicial da vida artística do pintor, o grupo está sentado à mesa para sua simples refeição. O momento é solene. Não há alegria, pois os tempos são difíceis. Sem dignidade humana, sentem-se sujos...há escuridão, sombras, não há o colorido da alegria.
Terão aqueles jogadores ganhado a partida? Terá aquele grupo de pessoas se fartado um dia num grande banquete?
As imagens sugerem somente o presente...e ele é muito forte.
Arq. Maria Pilar Arantes